Bicicletas reforçam alcance dos grupos de vídeo comunitário no ambito do projecto COESO III

“Estas bicicletas vão ajudar-nos a chegar mais longe e a levar as nossas mensagens a comunidades onde antes não conseguíamos chegar”, afirma Antumane Muarabo, do grupo de vídeo comunitário de Tratara, no âmbito do projecto COESO III. A iniciativa contempla, nesta fase, cinco grupos de vídeo comunitário nos distritos de Metuge e Montepuez, estando prevista a expansão para um total de nove grupos. Cada grupo recebe cinco bicicletas, um apoio que visa reforçar a capacidade operacional das equipas e ampliar o alcance das acções de sensibilização sobre coesão social, convivência pacífica e retorno seguro.

Antes deste reforço, os grupos enfrentavam desafios, incluindo longas distâncias percorridas a pé e limitações no acesso a comunidades mais remotas. Com as bicicletas, espera-se um aumento substancial no número de sessões de exibição de vídeos e no envolvimento comunitário, permitindo alcançar um número cada vez maior de pessoas com mensagens relevantes para a estabilidade e desenvolvimento social. Para Cristina Zacarias, do grupo de Muepane, o impacto vai além da mobilidade. “Agora temos condições para chegar a mais comunidades e envolver mais pessoas nas nossas sessões. Isso vai fazer uma grande diferença no nosso trabalho.”

Os grupos de vídeo comunitário desempenham um papel central na promoção do diálogo e na disseminação de informação acessível, utilizando conteúdos produzidos localmente para estimular reflexão e mudança de comportamento nas comunidades. Filipe Amizade, coordenador de projecto na h2n, sublinha a importância estratégica deste apoio. “Estes meios de mobilidade é fundamental para garantir que as equipas consigam alcançar comunidades mais distantes e reforçar o impacto das mensagens de coesão social. O nosso objectivo é assegurar que ninguém fique para trás no acesso à informação e ao diálogo comunitário.”

Esta actividade faz parte do Projecto COESO III, financiado pela União Europeia (UE) e pela AKF UK, e implementado pela Fundação Aga Khan Moçambique, Associação Progresso e h2n.