Líder da Aldeia de Engalane, no distrito de Metuge, em Cabo Delgado, Tomás Romão Paulo, defendeu que as organizações da sociedade civil devem actuar em alinhamento com as necessidades reais das comunidades para fortalecer a coesão social. A posição foi manifestada durante uma Mobilização Comunitária realizada pela Rádio Wimbe de Pemba, no âmbito do projecto COESO III sob o tema “Como as organizações da sociedade civil podem cooperar para fortalecer a coesão social nas comunidades”. Segundo Tomás, as organizações podem contribuir significativamente para a convivência harmoniosa entre comunidades deslocadas e nativas, desde que respeitem as orientações locais e assumam um papel exemplar. “As organizações da sociedade civil podem, sim, cooperar para o fortalecimento da coesão social, desde que actuem de acordo com as orientações e necessidades das comunidades. Devem ser exemplo de mudança positiva onde estão inseridas”, afirmou.
Maria Anita, uma das participantes do encontro, residente local, destacou a importância do diálogo aberto entre todos os membros da comunidade. “Quando conversamos juntos, deslocados e nativos, percebemos que os nossos problemas são parecidos. Se as organizações nos ouvirem mais, podem ajudar melhor”, afirmou Anita.
O COESO III é financiado pela União Europeia em Moçambique e pela Fundação Aga Khan do Reino Unido, e implementado pela Fundação Aga Khan Moçambique, Associação Progresso e h2n.