Parteira tradicional apela à realização de brigadas móveis para inclusão de pessoas com deficiência nos cuidados de saúde

Tisione Pincelo, parteira tradicional do Bairro Phewa, no Posto Administrativo de Fíngoè, distrito de Marávia, instou os provedores de saúde a organizarem brigadas móveis que cheguem às comunidades mais remotas, com enfoque na inclusão de pessoas com deficiência (PCD) nos serviços de saúde.

O apelo foi lançado durante um programa interactivo transmitido pela Rádio Comunitária de Marávia, que abordou os benefícios do parto institucional. No programa, Tisione alertou para as múltiplas barreiras que impedem mulheres com deficiência de acederem a cuidados de saúde adequados. “Muitas vivem longe da vila, não recebem informação ou são mal informadas. Além disso, são frequentemente escondidas e ignoradas pelas próprias famílias”, denunciou.

Zamuza Taiob, enfermeira de Saúde Materna e Infantil (SMI), que também integrou o painel do programa, reforçou a importância de garantir acesso prioritário às mulheres com deficiência nos serviços de saúde. “Essas mulheres têm direito a um atendimento sem discriminação. Por causa da deficiência, o risco de complicações no parto é maior, e só estando numa unidade sanitária é possível agir a tempo”, explicou.

O programa interactivo foi produzido no âmbito do projecto Mulheres Felizes e Bebés Felizes, uma iniciativa implementada em consórcio pela h2n, ICRH e TV Surdo, com financiamento do Governo da Flandres. A acção visa promover o acesso equitativo à saúde materna, com atenção especial às populações vulneráveis, incluindo pessoas com deficiência.