Seis (6) jornalistas das Rádios Comunitárias (RCs) parceiras da h2n em Nampula, estão a desenvolver reportagens sobre saneamento do meio. A actividade visa influenciar as comunidades na mudança de comportamento em relação a gestão de lixo doméstico, construção de latrinas e uso de redes mosquiteiras, de modo a prevenirem-se de doenças diarreicas e da malária.

Os jornalistas entendem que parte das doenças que a comunidade contrai, resultam de atitudes indesejadas na gestão de lixo e manipulação de dejectos. Em Nacala-Porto, Ludwig Agostinho, jornalista da Rádio Watana, aponta que em alguns bairros daquela cidade, sobretudo Ontupaia e Mathapue, o lixo chega a invadir vias de acesso e casas. Os moradores depositam o lixo em locais impróprios, por exemplo, fora dos contentores previamente indicados pelo conselho autárquico.

Amuri Benjamim, jornalista da Rádio Ehale em Naca-à-Velha, compreende que os casos frequentes de malária que culminam em mortes sobretudo de crianças, estão associados ao uso incorrecto de redes mosquiteiras “existem famílias que usam a rede mosquiteira, para proteger as plantas e outros usam de esteira para secar produtos agrícolas” explicou o jornalista. Outro fenómeno que preocupa estes jornalistas é a prática de fecalismo à céu aberto nas praias. Para Leonel Leonardo, jornalista da Rádio Parapato em Angoche, os residentes da urbe “não possuem latrinas nas suas casas. Uma minoria dos moradores que possui, simplesmente, não usa. Prefere satisfazer as necessidades fisiológicas na praia”.

Está-se diante de problemas culturais que os jornalistas buscam criar mecanismos para reduzir seu impacto na comunidade através da realização de programas radiofónicos. Os jornalistas foram formados, em Março, em matérias de Comunicação para Mudança de Comportamento Social (SBCC, sigla em inglês). O treinamento, organizado pela h2n, enquadra-se no âmbito da implementação do Projecto das Rádios Comunitárias (CRP).

 

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