Eliana tem 23 anos, é mãe de duas crianças de 3 e 6 anos de idade. Quando o seu marido morreu inesperadamente em Abril, ela descobriu que estava grávida de dois meses e foi ao centro de saúde para registar-se e passar a receber consultas pré-natais. Os procedimentos, no centro de saúde, exigiam que ela deveria estar acompanhada pelo marido. Para o caso da Eliana deveria apresentar certidão de óbito.

No entanto, ela não tinha dinheiro para obter uma cópia da certidão. “A enfermeira não acreditava que o meu marido morreu, e eu não possuía recursos para adquirir o atestado de óbito, então não retornei ao centro de saúde”, explicou Eliana. Através da intervenção dos jornalistas da Rede de Comunicação em Saúde e Nutrição, que é apoiada pela IREX, Eliana recentemente começou as consultas pré-natais.

Os jornalistas foram capazes de responder à exigência das mulheres em gestação serem acompanhadas ao centro de saúde pelos maridos, os funcionários do centro explicaram que a medida foi posta em prática para incentivar os homens a participarem nas consultas pré-natais. Quando os jornalistas relataram a questão na rádio, os procedimentos foram ajustados para tornar mais flexível de modo a não impedir ou desencorajar as gestantes de procurarem cuidados médicos. Eliana foi assistida por uma activista social, que providenciou apoio psicossocial adicional.

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