“Embora muitos não vejam assim, o labor informativo contém uma componente central de serviço público”, disse Rui Lamarques, Director-executivo do Mídia Lab, durante a formação em matérias de cobertura eleitoral na qual ressaltou que “numa eleição o jornalismo deve brindar elementos sólidos para o cidadão tome a sua própria decisão”. A actividade decorreu, em Maputo, nos dias 19 e 20 de Agosto e contou com a participação de trinta (30) jornalistas de Rádios Comunitárias (RC) de Maputo, Gaza e Inhambane.

Como lidar com as fake news? Como incutir uma agenda jornalística que coincida com a agenda cidadão? Quais são os critérios de produção de conteúdos jornalísticos no contexto da cobertura eleitoral? Como elaborar um plano de cobertura eleitoral? Ética e deontologia profissional dos jornalistas durante as eleições. Foram os tópicos da formação.

Os participantes destacaram a importância destes conteúdos, não somente por se tratar do período pré-eleitoral que se avizinha como também por constituírem fundamentos do jornalismo. “Aprendi que um jornalista é o espelho da comunidade, por isso deve ser elo entre a comunidade, o Governo e os partidos políticos”, explicou Geraldo Maúnde, jornalista da RC Zavala.

Esta é a terceira formação sobre eleições que o Mídia Lab em parceria com a h2n implementam, depois de em Julho terem realizado nas cidades de Nampula e Beira. Os eventos tiveram apoio do IMD (Instituto para Democracia Multipartidária).

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