A Componente de Rádios Comunitárias (CRP) encerrou, na sexta-feira passada, em Nampula, a primeira fase de implementação. A CRP foi criada, a 1 de Dezembro de 2016, pelo Programa Para Fortalecimento da Mídia (MSP) com vista a responder as demandas emergentes das rádios nas províncias de Zambézia, Nampula, Niassa e Cabo Delgado.

A cerimónia de encerramento contou com a participação de doadores, colaboradores, beneficiários da CRP e parceiros de implementação; onde os participantes destacaram o nível de comprometimento, inovação e profissionalismo que o projecto na forma de ser e estar das Rádios Comunitárias (RC). A busca pela sustentabilidade económica, financeira e técnica das RC’s, gestão administração e marketing foram aspectos realçados no evento. “O MSP foi um grande parceiro… Fico feliz em saber que haverá segunda fase do CRP” disse Arsénia Bonzo, representante do MCSP.

Durante os dois anos de implementação foram alcançados resultados significativos: das 32 rádios comunitárias que tiveram apoio directo da CRP, 7 atingiram o status de rádios-modelo demostrando excelência nas áreas operacional, programática e tecnológica; 18 rádios aprenderam e aplicaram técnica de manutenção de equipamentos de radiodifusão, poupando em média 300 USD por trimestre; foram capacitados 188 jornalistas comunitárias (dos quais, 47 mulheres e 141 homens) em técnicas de jornalismo e edição de programas radiofónicos e 15 rádios foram capacitadas na produção e implementação de pesquisa de audiência – tendo o estudo alcançado 5 257 famílias em 14 distritos.

A partir do próximo ano, todas as actividades da segunda fase do CRP serão integradas na h2n – organização nacional com o foco na comunicação baseada na comunidade. Pela primeira vez, desde que foi criada a 1 Dezembro de 2016, a CRP será implementada sem envolvimento de ONG’s internacionais (IREX Moçambique e IREX Europa).

O Programa Para Fortalecimento da Mídia (MSP) é financiado pelo Governo dos Estados Unidos da América, através da sua Agência para o Desenvolvimento Internacional (USAID), e implementado pela IREX – através da h2n, Mídia Lab e TV Surdo. O trabalho com as rádios comunitárias é co-financiado por subsídios da UNICEF, do PMA e da Embaixada da Noruega.

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